Parnamirim implementa projeto de Reforço Escolar para alunos da rede pública

Depois de uma pandemia que assolou os municípios brasileiros, obrigando alunos e famílias a trilharem um longo período sem aulas presenciais e convivência entre estudantes, a Prefeitura de Parnamirim, buscando combater essa fragilidade implementou no município o projeto de reforço escolar.

Como se deu a iniciativa:

Com a volta das aulas, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, preocupada com o aprendizado e desenvolvimento dos alunos, aplicou um conjunto de avaliações diagnósticas entre os meses de abril e maio de 2022, contemplando as disciplinas de língua portuguesa e matemática. O diagnóstico serviu para avaliar tanto alunos quanto professores.

O foco é nos estudantes do 4°, 5° e 6° anos, momento em que estão se despedindo do ensino fundamental 1, quando têm aulas com um único professor (pedagogo) para todas as disciplinas, e passam a uma nova realidade – no fundamental 2 – com um professor para cada disciplina. De acordo com a Semec, essa mudança, aliada ao período de pandemia e seus desdobramentos, podem trazer dificuldades de fixação do conteúdo, trazendo à tona a necessidade do reforço escolar.

Como funciona?

O intuito é trabalhar com a recuperação de aprendizagem dos alunos com mais dificuldade de acompanhamento do conteúdo através de atividades lúdicas, teóricas e práticas. A primeira leva de escolas que aderiu iniciou as aulas de reforço em 25 de julho, atuando preferencialmente com alunos do 4°, 5° e 6° anos. Há, no entanto, a possibilidade de incluir nas turmas alunos de outros níveis, devendo cada caso ser avaliado pela equipe gestora.

A Secretaria de Educação preconiza que as aulas sejam ministradas no contra turno das atividades normais. Assim, quem estuda pela manhã vai ao reforço à tarde e quem estuda no horário vespertino tem reforço pela manhã. Apesar disso, nada impede que a escola submeta seu planejamento para análise contemplando aulas em outros horários, como a Eulina Augusto, em Nova Esperança, que realiza o reforço aos sábados, por exemplo.

Quem ministra as aulas são os professores da rede pública municipal, que são remunerados pela carga horária suplementar, de acordo com o conteúdo ministrado no atendimento aos alunos. As turmas de reforço são compostas por 15 a 40 estudantes, com o aval dos pais e responsáveis.

Unidades que já iniciaram as turmas – Panorama Geral da Rede Pública

Desde o último mês de julho, quando o projeto iniciou, 17 escolas da rede pública municipal já contam com turmas de aulas de reforço, são elas:

  • Escola Municipal Francisca Bezerra;
  • Escola Municipal Ivanira Paisinho;
  • Escola Municipal Sadi Mendes;
  • Escola Municipal Carlos Alberto;
  • Escola Municipal Costa e Silva;
  • Escola Municipal Manoel Machado;
  • Escola Municipal Cícero Melo;
  • Escola Municipal Francisca Avelino;
  • Escola Municipal Raimunda Maria;
  • Escola Municipal Edmo Pinheiro;
  • Escola Municipal Eulina Augusto;
  • Escola Municipal Luiz Carlos Guimarães;
  • Escola Municipal Maria Francinete;
  • Escola Municipal Nossa Senhora da Guia;
  • Escola Municipal Osmundo Faria;
  • Escola Municipal Manoel Vicente; e
  • Escola Municipal Augusto Severo.

Desde o início do projeto, a Semec tem notado uma adesão cada vez maior das escolas da rede pública.

Inclusão de novas unidades de ensino

Os pais de alunos que notam alguma dificuldade de aprendizado nos filhos podem solicitar atendimento aos gestores escolares. A escola que reconhece a necessidade de implantação do reforço fica responsável pela confecção do projeto e envio do piloto, para análise, à Semec. A secretaria avalia, sugere melhorias, pontua os atributos necessários e verifica a disponibilidade de carga horária dos docentes, que são indicados também pela própria escola. Resolvidos esses trâmites, as atividades têm o início autorizado.

Resultados

De acordo com a Semec, alguns alunos já estão começando a deixar as turmas, em consequência do avanço na aprendizagem alcançado pelas aulas. Sempre que isso acontece, o objetivo do projeto é alcançado. Juliana Lacerda é técnica pedagógica da COPEB, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação e Cultura. De acordo com ela, o retorno das escolas atendidas com o projeto de reforço escolar também está bastante positivo.

Nos próximos meses, uma nova avaliação será aplicada – dessa vez com caráter formativo – para avaliar os objetivos atingidos em todas as escolas da rede pública municipal.

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