“Não me vejo como terceira via, sou a via do povo do RN”, diz Rafael Motta

“Não me vejo como terceira via, sou a via do povo do Rio Grande do Norte. Quem quiser ser candidato, é importante, pois enriquece o debate, mas tem que ser candidato apoiando o que o potiguar quer, de representação no Senado Federal”. A afirmação foi feita pelo pré-candidato ao Senado e presidente potiguar do PSB, deputado federal Rafael Motta, nesta terça-feira 10. Ele falou sobre seus adversários no processo eleitoral e que seu foco é derrotar o bolsonarismo no Estado.

“Eu sou um político muito consciente e cuidadoso, de não dar um passo maior que a perna e de não chegar invadindo o espaço de ninguém, para me empurrar goela abaixo. Esse assunto (da sua pré-candidatura) vem sendo discutida desde o ano passado, inclusive na presença do ex-presidente Lula, quando eu disse claramente que, se fosse necessário e nosso nome tivesse uma viabilidade maior que a de outro para derrotar o bolsonarismo, eu estaria à disposição”, explicou o parlamentar.

E disse que não acredita que sua candidatura vá dividir os votos dos eleitores de Fátima Bezerra entre ele e Carlos Eduardo e, com isso, beneficiar Rogério Marinho. Para ele, esse pensamento é de uma “minoria administrativa, poucas pessoas que participam da administração e defendem o nome do pedetista, mas o que ele sente, ao conviver com a população nos municípios do interior é justamente o contrário, que as pessoas não querem Carlos ou Rogério”.

Segundo o pré-candidato, “As pessoas dizem isso, que o PT tem que defender quem defende as pessoas. Não estou criando dificuldade alguma para a governadora, o que eu não posso fazer é permitir a possibilidade de alguém que defenda Bolsonaro ganhar esse espaço. O que eu tenho ouvido é que a população quer um representante que tenha coerência em suas ações”, disse.

Rafael afirmou que seu voto à Fátima Bezerra é irrevogável e o tempo de televisão será direcionado ao PT. “O PSB vai acompanhar a governadora, o presidente Lula, estamos formando chapa com Geraldo Alckmin e não há, no Rio Grande do Norte, quem tire o voto de Rafael Motta e do PSB à Fátima. E o tempo de TV será dado ao PT e à Fátima Bezerra, sem prejuízos à campanha eleitoral desta”.

“O que prejudica o trabalho dela é esse tipo de associação que está acontecendo. Se formos analisar os números da própria intenção de voto, desde o ano passado até agora, existe uma pequena variação de aumento de intenção, o que tem mudado é a rejeição, que tem aumentado principalmente depois dessa possibilidade de composição com o ex-prefeito Carlos Eduardo. Então, qual a razão do aumento dessa rejeição? Talvez seja o não apoio a esse tipo de composição. Temos que analisar o passado e o histórico de cada um. Três anos e meio é muito recente e o RN está acostumado a não aceitar esse tipo de composição”, desabafou.

Adversários eleitorais

Sobre as críticas de Rogério Marinho a Carlos Eduardo e vice-versa, Rafael Motta preferiu não se meter na história. “Isso aí é uma situação entre eles, eu tenho as minhas resistências a ambos os nomes, de forma respeitosa e técnica”. E disse ouvir, em suas andanças pelos municípios potiguares a dificuldade dos prefeitos e lideranças políticas para pedir votos para os dois pré-candidatos já postos.

“Um é conhecido da população brasileira, pai das reformas, tirou direito do trabalhador, dificultou a aposentadoria do brasileiro. E o outro é uma incógnita, porque, dependendo do momento, não sabemos como vai caminhar. Há três anos e meio, estava pedindo voto para Bolsonaro e agora é lulista de carteirinha. Então, essa falta de coerência, a política não aceita mais e esse é o momento em que disponibilizamos nosso nome”, disse.

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